Quais as vias de acesso para
conhecer Deus? Este foi o tema central da catequese realizada pelo Papa
Bento XVI na Sala Paulo VI, no Vaticano, nesta quarta-feira, 14.
O
Santo Padre citou três vias básicas para esse acesso: o mundo, o homem e
a fé. Ciente de que existe no mundo o risco de desviar o homem desses
caminhos, Bento XVI destacou o fato de que Deus nunca se cansa de buscar
o homem, pois o ama.
“Há algumas vias que podem
abrir o coração do homem ao conhecimento de Deus, há sinais que conduzem
para Deus. Certo, muitas vezes corremos o risco de sermos ofuscados
pelo brilho do mundanismo, que nos tornam menos capazes de percorrer
tais caminhos ou de ler tais sinais. Deus, porém, não se cansa de
procurar-nos, porque nos ama”.
O Papa lembrou que, na busca por
conhecer Deus, o primeiro passo é do próprio Deus, antecedendo cada
iniciativa do homem. “É sempre Ele que nos faz entrar na sua intimidade,
revelando-se e doando-nos a graça para poder acolher esta revelação na
fé”.
Referindo-se às três vias que conduzem à descoberta de
Deus, Bento XVI destacou que uma delas é relativa ao próprio mundo, ou
seja, é saber contemplar com olhos atentos a criação. “O mundo não é um
magma disforme, mas quanto mais o conhecemos, mais descobrimos os
surpreendentes mecanismos, mais vemos um projeto, vemos que tem uma
inteligência criadora”.
O segundo caminho é o homem. Nesse
aspecto, o Papa recordou uma célebre frase de Santo Agostinho que diz
que “Deus é mais íntimo a mim quanto o seja eu a mim mesmo (cfr
Confessioni III, 6, 11)”. E aí também o Papa citou o risco de perder, no
mundo de hoje, a capacidade do homem olhar profundamente para dentro de
si mesmo.
Como terceira via, Bento XVI destacou a fé. “A fé, de
fato, é encontro com Deus que fala e opera na história e que converte a
nossa vida cotidiana, transformando em nós a mentalidade, juízos de
valor, escolhas e ações concretas. Não é ilusão, fuga da realidade,
refúgio confortável, sentimentalismo, mas é implicação de toda a vida e é
anúncio do Evangelho, Boa Notícia capaz de libertar todos os homens”.
Por
fim, o Santo Padre destacou que um cristão fiel ao projeto de Deus já é
uma via privilegiada para aqueles que estão na indiferença ou na dúvida
sobre a sua própria existência ou ações. “Isto, porém, pede a cada um
para tornar sempre mais transparente o próprio testemunho de fé,
purificando a própria vida para que seja conforme a Cristo”.
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